Terceiro colocado até a paralisação, o Castanhal está próximo de garantir classificação para a segunda fase do Parazão, o que garante vaga na Série D do ano que vem. Somando o período de preparação com os jogos, o confinamento pode durar até dois meses – dois jogos restantes da primeira fase, mais ida e volta da semifinal e uma eventual final, também em ida e volta, caso avance.

– Referente ao protocolo, a parte médica aqui do clube fez alguns ajustes referentes ao protocolo repassado pela CBF, que a Federação nos passou. Então não é nada tão diferente, mas respeitando bastante todas essas medidas porque sabemos a importância de prezar pela saúde não só dos atletas, mas de cada funcionário. Como já falei, vamos tentar manter todos eles confinados durante o período de treinamentos – reforçou o mandatário.

Helinho Júnior e Artur Oliveira elaboraram, junto a comissão médica, o protocolo de treinamentos — Foto: Jivago Lemos/Ascom Castanhal

Além dos testes antes do início do isolamento no CT, todos os confinados serão avaliados rotineiramente, com exames de Covid-19 a cada dez dias.

– Nós fizemos parceria com o hospital São José, que tem uma grande estrutura na nossa cidade, onde serão realizados todos os testes na chegada dos atletas e a cada dez dias. Ficaremos monitorando semanalmente nos treinos, refazendo os testes, para que a gente possa estar acompanhando de maneira muito próxima cada atleta e cada funcionário envolvido em nossos treinamentos – explicou Helinho.

Apesar de toda a preparação montada pelo Castanhal, o presidente aurinegro revelou que ao longo de todo o período de paralisação se posicionou contra a retomada do Parazão 2020. Ele reitera que a prioridade é a saúde das pessoas envolvidas.

– Fui um dos que mais defendi tentar o encerramento da competição para não colocar em risco não só os atletas, como qualquer funcionário. Infelizmente, todo mundo sabe que o regulamento não permite qualquer tipo de alteração se não houver unanimidade. Como não chegamos a um denominador que pudesse ter essa unanimidade, infelizmente vamos ter que encarar a realidade, com essas adaptações, seguindo os protocolos e terminar o torneio dentro das quatro linhas. Então estamos na expectativa, através das orientações da CBF, junto à Federação, por essas datas.

“Graças a Deus os números têm baixado, mas ainda não estamos livres dessa pandemia porque o vírus ainda está por aí. Seguimos aguardando as vacinas, mas temos que seguir à risca essa protocolo, encarar a realidade e poder finalizar, se Deus quiser com sucesso, a competição mesmo nessa crise toda”.

 

 

Fonte: G1
Foto:  Jivago Lemos/Ascom Castanhal